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O que você não sabia sobre as mulheres na Ciência da Computação

Atualizado: Abr 29

Como no dia 8 de março é comemorado o dia Internacional da Mulher, nós resolvemos buscar mais informações sobre as grandes influenciadoras na área da ciência da computação.

Apesar do cenário atual apontar os homens como sendo aqueles que dominam esse ramo e identificarmos discrepâncias nos salários e nos cargos considerados de prestígio, encontramos fatos na história que mostram que nem sempre foi assim.

Ao voltarmos um pouco mais no tempo vimos que esse mercado era dominado pelas mulheres e descobertas incríveis para a humanidade vieram através da genialidade delas.

Nos Estados Unidos, final da segunda guerra mundial, os homens ficaram responsáveis por várias frentes de guerra, então as mulheres formadas em matemática de todo o país foram recrutadas para realizar as complexas equações diferenciais que traçavam a rota dos mísseis, sendo denominadas por isso como computadoras.

Ao viajar pela história podemos citar nomes de mulheres que foram grandes precursoras para o avanço da humanidade, dentre elas, Ada Byron, Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Jean J. Bartik, Betty S. Holberton, Marlyn W. Meltzer, Frances B. Spence e Ruth L. Teitelbaum, Grace Hooper, Mary Kennerth Keller, Jean Sammet, Karen Sparck Jones e Edith Ranzini.

Você sabe quais foram as contribuições delas para estarmos onde estamos hoje?

Ada Byron( Ada Lovelace)

Criadora do primeiro algoritmo que permitiu à Máquina Analítica de Babbage fazer cálculos pré-determinados. É considerada a primeira programado do mundo. A linguagem ADA foi desenvolvida e batizada em sua homenagem.



Kathleen McNulty Mauchly Antonelli, Jean J. Bartik, Betty S. Holberton, Marlyn W. Meltzer, Frances B. Spence e Ruth L. Teitelbaum

Foram responsáveis por toda a programação do Electronic Numeral Integrator and Computer (ENIAC), computador eletrônico projetado para fazer cálculos de artilharia para o exército americano.

O ENIAC funcionou durante 10 anos e Frances, Jean, Ruth, Kathleen, Betty e Marlyn tornaram-se as primeiras programadoras profissionais, as primeiras professoras da programação moderna e as inventoras de ferramentas que abriram caminho para o software como conhecemos hoje.



Grace Hopper

Inventora do primeiro compilador- programas que traduzem uma linguagem de programação para outra. Também participou da criação do Linguagem Comum Orientada para os Negócios(COBOL), linguagem utilizada até hoje.

Fez parte da equipe que desenvolveu o primeiro computador comercial fabricado nos Estados Unidos. Criou a linguagem Flow-Matic, a primeira linguagem de programação assemelhada ao inglês.

Como exemplos de aplicabilidades dessas linguagens, temos os bancos, seguradoras, folhas de pagamento e cartões de crédito.

Atualmente o COBOL é utilizado de várias maneiras, fazendo integração com outras tecnologias.



Mary Kenneth Keller

A primeira mulher a receber um doutorado em ciências da computação. Foi fundamental para a criação da linguagem de programação BASIC, utilizada para fins didáticos, posteriormente substituída pelo PASCAL.



Jean Sammet

Foi a criadora de uma das primeiras linguagens computadorizadas existente, o FORMAC que era utilizado para manipular fórmulas matemáticas e auxiliar em cálculos complexos. A linguagem entrou em uso no final dos anos 60 pelas mãos da IBM. Sammet também contribuiu para a criação do COBOL.



Karen Sparck Jones

Foi uma das criadoras do conceito de “inverso da frequência em documentos”, a base do que hoje são os sistemas de busca e localização de conteúdo, como o buscador Google.


E não podíamos deixar as brasileiras sem uma representante, e por isso falaremos dela:

Edith Ranzini

A professora Edith Ranzini foi uma das quatro mulheres que contribuíram para o que foi considerado o primeiro computador totalmente desenvolvido e construído no Brasil fosse um sucesso.

Ela também foi responsável por implantar o curso de Engenharia Elétrica com ênfase em Computação na Poli.



Radia Perlman

Ela é considerada a mãe da internet pela criação do protocolo Spanning Tree (STP).

Radia também contribui em diversas áreas e um exemplo são os protocolos de roteamento link-state.

Recentemente, ela inventou o protocolo TRILL para corrigir algumas das deficiências das spanning trees e é dona de mais de 50 patentes relacionadas a tecnologias de conexão.


Essas são algumas das mulheres que fizeram parte da história do avanço tecnológico.

Após essa viagem no universo feminino da ciência da computação, temos que, mais uma vez parabenizar as mulheres pelas suas contribuições para chegarmos onde estamos hoje, e os créditos vão além das áreas de tecnologia.

Parabéns à todas as mulheres!

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